Curta a academia e faça o tempo passar mais rápido enquanto malha

Da alimentação do dia a dia ao que entra em seus ouvidos: personal trainer e psicóloga dão 7 dicas para que você aproveite melhor a atividade física

Por Raquel Drehmer – Conteúdo original em M de Mulher

Quem se matricula em uma academia tem plena consciência de que as atividades físicas são importantes para a saúde e vão muito além do emagrecimento ou da diminuição de medidas, pois estimulam o cérebro a produzir e jogar em nosso organismo os hormônios do prazer e do bem-estar (endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina). Este é – ou deveria ser – o maior incentivo para se exercitar com frequência.
Mas tem uns dias em que nem todos os argumentos do mundo parecem convincentes, fala a verdade. Só de pensar nos aparelhos já dá vontade de se enfiar debaixo das cobertas (mesmo que esse pensamento ocorra, por exemplo, no meio do horário comercial. E no verão).

A ótima notícia é que existem várias estratégias legais e tranquilamente executáveis para driblar a falta de ânimo que atinge a todas nós em algum momento. A educadora física Andrea Matos, da I AM Personal Trainer, e a psicóloga especializada em esportes Suzy Fleury, da Academia Emocional, dão a seguir sete dicas para acelerar a passagem do tempo e fazer com que você curta muito mais o tempo que investe na academia.

1. Alimente-se bem antes e depois de ir à academia

Uma dica pontual para dar aquele up antes de encarar os aparelhos aeróbicos ou de musculação é comer frutas no caminho para a academia. O açúcar natural delas é totalmente aproveitado pelo corpo e dá a dose extra de energia de que você talvez esteja precisando.
Andrea afirma que uma alimentação adequada potencializa os resultados e mantém o ânimo. A personal trainer é absolutamente contra dietas restritivas para quem se exercita: “Elas diminuem o metabolismo, não ajudam a manter o peso perdido e pioram o humor. Quer dizer, além de tudo, a privação de alimentos ainda acaba com a disposição para malhar”.
2. Aproveite o tempo de forma produtiva enquanto malha…

“Focar o pensamento em alguma coisa que não seja a atividade física faz com que o tempo passe mais rápido”, defende Suzy. Nesse sentido, a psicóloga recomenda que você elabore uma seleção de audiobooks ou vídeos úteis (coisa de trabalho ou de estudos) para ouvir e ver na academia. “Dá para colocar tudo no smartphone e personalizar de forma produtiva esse período. A meta de prestar atenção ao que está nos ouvidos torna a pessoa mais ativa no processo todo, ela até se exercita melhor”, diz.

3. … Ou use o tempo da academia para esvaziar a cabeça com música legal

Mas tudo bem preferir aproveitar os minutos passados na academia para relaxar a mente, não pensar em nada. A saída mais popular para isso todo mundo conhece: ouvir música. De preferência música animada e de que você goste. Nada de seleções feitas por outras pessoas.
ndependentemente do estilo, a batida da música pode aumentar a intensidade e o ritmo dos exercícios e, de quebra, liberar ainda mais endorfinas por você ouvir aquilo que lhe dá prazer.
4. Vista roupas com que você se sinta bem para malhar

Tirando o fato óbvio de que ninguém deve malhar de vestido de festa ou de salto alto, não existe uniforme para frequentar academia. Segundo Andrea, as roupas precisam apenas dar liberdade aos movimentos e respeitar o estilo de cada mulher. “Isso ajuda a elevar a autoestima e melhorar o humor. A sessão de treino fica mais prazerosa e passa mais rápido quando nos sentimos bem”, explica.

5. Pense positivo em relação aos exercícios físicos

Suzy afirma que o emocional equilibrado reflete no físico e tem impacto direto na prática de esportes – por isso, manter uma atitude positiva é, de acordo com a psicóloga, meio caminho andado para que as horas semanais de academia sejam menos cansativas e passem rápido. Andrea complementa: “Pense como você é uma pessoa especial só por ter arranjado um tempinho na sua agenda para fazer exercícios. Esse tempo será desfrutado muito melhor”.

6. Faça amigos na academia

Companhias agradáveis fazem o tempo passar mais rápido em qualquer situação, concorda? No trabalho, na faculdade, no bar e também na academia. Além disso, saber que haverá amigos lhe esperando pode ser um bom incentivo para ir malhar com frequência. Por isso, tenha sua turma de academia, sim. “Mas priorize o treino”, alerta Andrea. “Tente sociabilizar antes de começar os exercícios, nos intervalos entre aparelhos e ao final do treino”.

7. Dê preferência a treinos curtos

Quem já tem aquela predisposição para não gostar de academia deve optar por treinos curtos – de nada adianta seguir todas as dicas acima se o treino montado tiver duas horas interminááááveis. Trabalhe a parte superior do corpo em um dia, a inferior em outro, reserve um dia apenas para os aparelhos aeróbicos (esteira, bicicleta ou transport, por exemplo). “Meia hora de treino intenso é suficiente para promover bons efeitos na mente e no corpo e é até melhor que treinos longos e de baixa intensidade”, finaliza Andrea.

Redes sociais: você está online?

Se você chegou até aqui, a resposta é óbvia: você estava verificando a sua timeline no Instagram ou no Facebook. Viver off-line já não é mais possível no nosso mundo globalizado. Até as crianças, antes de saberem escrever o seu nome, já conseguem acessar o Google e o You Tube para pedir, através de comando de voz, o conteúdo que deseja ver. Não estar conectado hoje é sinônimo de um peixe fora da água. Impossível sobreviver no mundo real. Real?

É exatamente isso que você deve se perguntar sobre algum post que vê toda vez que acessa uma rede social. São tantas fotos bacanas e momentos felizes que você sente uma pontinha de frustração com a sua vida. Ou busque infinitamente por isso para si. O psicólogo norte-americano e professor-adjunto da Universidade de San Francisco, Jim Taylor, declarou ao PSICOLOG – Instituto de Estudos do Comportamento, de Ribeirão Preto/SP, que “as redes sociais estão fazendo com que as pessoas criem imagens idealizadas delas mesmas. Ao invés de expressarem quem realmente são, as pessoas estão construindo uma imagem que acham que os outros querem que elas sejam”. 

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, estudaram o comportamento de quase 1,8 mil pessoas com idades entre 19 e 32 anos. A cada dia, eles avaliaram, por exemplo, quantas vezes essas pessoas entraram em alguma rede social e quanto tempo gastaram navegando. O resultado apontou que as pessoas mais viciadas em redes sociais possuem 2,7 vezes mais chances de desenvolver depressão. Isso não significa que o Facebook, Instagram, Twitter, entre outras provocam depressão. Entretanto a forma, a qualidade e a quantidade do seu tempo gasto com as redes sociais aumentam a possibilidade de ter depressão.

Ou seja, é preciso estar preparado emocionalmente para estar no mundo virtual. A psicóloga Sandra Catarina Rolim explica que, através das Redes Sociais, “conseguimos fazer chegar o que sentimos e pensamos aos mais longínquos lugares, nos posicionamos sobre todos os feitos e ‘mal feitos’ da humanidade, mas não estamos conseguindo nos conectar emocionalmente conosco e com aqueles que estão bem pertinho de nós. Conviver, suportar e superar problemas advindos da convivência seja familiar, do círculo de amigos ou do trabalho, e até mesmo dos nossos momentos de solidão, tornou-se, nos dias de hoje, um imenso e desafiador mistério a ser desvendado por muitos de nós”.