Redes sociais: você está online?

Se você chegou até aqui, a resposta é óbvia: você estava verificando a sua timeline no Instagram ou no Facebook. Viver off-line já não é mais possível no nosso mundo globalizado. Até as crianças, antes de saberem escrever o seu nome, já conseguem acessar o Google e o You Tube para pedir, através de comando de voz, o conteúdo que deseja ver. Não estar conectado hoje é sinônimo de um peixe fora da água. Impossível sobreviver no mundo real. Real?

É exatamente isso que você deve se perguntar sobre algum post que vê toda vez que acessa uma rede social. São tantas fotos bacanas e momentos felizes que você sente uma pontinha de frustração com a sua vida. Ou busque infinitamente por isso para si. O psicólogo norte-americano e professor-adjunto da Universidade de San Francisco, Jim Taylor, declarou ao PSICOLOG – Instituto de Estudos do Comportamento, de Ribeirão Preto/SP, que “as redes sociais estão fazendo com que as pessoas criem imagens idealizadas delas mesmas. Ao invés de expressarem quem realmente são, as pessoas estão construindo uma imagem que acham que os outros querem que elas sejam”. 

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, estudaram o comportamento de quase 1,8 mil pessoas com idades entre 19 e 32 anos. A cada dia, eles avaliaram, por exemplo, quantas vezes essas pessoas entraram em alguma rede social e quanto tempo gastaram navegando. O resultado apontou que as pessoas mais viciadas em redes sociais possuem 2,7 vezes mais chances de desenvolver depressão. Isso não significa que o Facebook, Instagram, Twitter, entre outras provocam depressão. Entretanto a forma, a qualidade e a quantidade do seu tempo gasto com as redes sociais aumentam a possibilidade de ter depressão.

Ou seja, é preciso estar preparado emocionalmente para estar no mundo virtual. A psicóloga Sandra Catarina Rolim explica que, através das Redes Sociais, “conseguimos fazer chegar o que sentimos e pensamos aos mais longínquos lugares, nos posicionamos sobre todos os feitos e ‘mal feitos’ da humanidade, mas não estamos conseguindo nos conectar emocionalmente conosco e com aqueles que estão bem pertinho de nós. Conviver, suportar e superar problemas advindos da convivência seja familiar, do círculo de amigos ou do trabalho, e até mesmo dos nossos momentos de solidão, tornou-se, nos dias de hoje, um imenso e desafiador mistério a ser desvendado por muitos de nós”.